sábado, 30 de maio de 2020

phoda com ph 
nas constantes friagens do inverno incomum,
do inverno das palavras efervescentes
agigantadas pela paixão de não se conter,
eu e minha dama de paus,
e eu as estacas de canhamo futuras,
eu e o maior de todos os incêndios já visto
cá por essa terra de gnomos
e foda-se a latitude 
alcançada por minha pele de sapo,
de salamandra televisiva
aclimatada nos calombos do tempo astucioso,
eu sou astucioso, minha dama é astuciosa,
louca de pedra vermelha, de pedra lilás,
de pedra pura, de pó de pedra,
de pedra carcomida pelas chuvas
e a poesia contém os arames de cobre,
os arames de ópio, os arames,
para nos atar aos coriscos

( edu planchêz maçã silattian )

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