quarta-feira, 29 de julho de 2020

ligado ao corpo da boca
que ruge nas casas dos botões cantando "beatriz"
de o grande circo místico,
eu passo, não o tempo, ja que o tempo é um lugar,
a nave em que estamos
para tudo e nada
em toda e nenhuma velocidade
em toda e nenhuma velocidade
em toda e nenhuma velocidade
em toda e nenhuma velocidade
em toda e nenhuma velocidade
o passado, o presente e o futuro
aqui em meus ombros de escritor nenhum pouco pequeno,
pousa a velha gralha, a grande coruja,
o corvo e o rouxinol
3002
1960
1888
0001
0003
00000000000000000000000000000000000000000000...
com as elétricas ondas das bobinas de tesla
raiando meu corpo inteiro,
provo o que dom juan chamaria de amor, de aliança,
de conhecimento,
de salto dentro do salto,
do voo de eu ave voando na ave
com a ave sendo eu e a ave
ave voando há bilhões de anos daqui
ave caminhando nas cinzas que deram origem ao cosmo

( edu planchêz maçã silattian )
Pablo Picasso convida Frida Pessoa para um drink,
para uma varredura das cores,
para o pancadão da noite catalã,
na quina da orelha,
na aba das velas amarelas e vermelhas
acesa nas entradas das pequenas pontes de madeira
que cobrem todo trajeto
que seguimos pelo Tejo coberto de flores e castanhas
( "Frida, completamente surda,
declina o convite de Pablo para um drink
apesar de sedenta.
Sua única orelha ouvinte entregou a Van Gogh
para que ele possa adornar sua cabeça majestosa
e cheia de cores que espargirá multi-imagens
nas telas pálidas desses tempos atuais" )
nada menos que a tranquilidade 
de leonardo da vinci para seguir mesmo
diante dos trovejos do negativo,
por dentro da densa mata se quisermos entrar 
onde será construída macondo nada temer
se a cidade está em chamas e emergida em águas,
façamos daimoku para adquirirmos sabedoria
e saber o que fazer.
e o fazer recitando e propagando
para quem aparecer o nam myo horengue kyo
EU SOU
BAR-MULHER
BAR-HOMEM
BAR-BICHA BARTOL
OMEU DOS BARES
chega de culpas, se um dia maltrataste algo, alguém,
mas não maltrata mais,
arremessa tudo isso para o fundo do mar sagrado,
pois, o mar dentro aqui se engalana,
é taça de algas, é estrela do sete pontas
"você é forte,
enfrente os medos
e alcançará o almejado"
observo o copo com um dedo d'água,
observo a cor da água,
a cor dos polos, das paletas, dos ossos das costas,
dos ossos das mãos e dos pés
diante do gênio de leonardo da vinci
meu gênio nem é gênio,
diante do tamanho do mestre,
me curvo
diante do gênio de minha mulher,
acendo uma tocha carmim

( edu planchêz maçã silattian )
ouvindo as vozes dos que pensam
com razão esse momento,
esse sério momento,
derradeiro, o planeta terra é um ser vivo,
e a compreensão tenho
de que nós seres menores que formigas,
praticamos as mais terríveis atrocidades,
tornamos o planeta doente...
meire pedroso é um canto vagabundo 
tal o meu, 
rock catira jôngo, morro do querosene, 
josie beth brait emanuel
prithvi prema seva
fluxo livre de pensares em espiral
fluxo languido de mim para mim,
de mim para o meu amor-índia-cantora raiada do sul,
de curitiba, da então última cantata de bob dylan,
dos cordiais acenos do homem do tempo do mar
de aqui perto, do mar do recreio dos bandeirantes.
do mar dessa hora
o poema desconhece o que é começo
e o que é fim, o que é distante não distante,
por isso moro no poema,
moro diante das plantas, dentro das plantas
entro nas plantas pelas as escotilhas
que se encontram nos vãos
que só nós poetas do chão podemos encontrar

( edu planchêz maçã silattian )
jardineiros
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eu amanheço o dia
em meio as montanhas da baixada
de jacarepaguá, assim gnomo,
assim saci engenhoso
fazedor de fogo fumaça
das minas arranco palavras
que nos propõe o movimento,
o dia purpura,
o emaranhado de torres que são as árvores
e eu sei barganhando com o chão o energizar-me,
ser o chão, viver no cão, se aterrar ao chão,
via plantas,
limpando as ruas, cuidando dos vasos,
do gigantesco jardim que é nossa casa,
das meninas que nascem e crescem
com os nossos doces cuidados trinados de flauta

( edu planchêz maçã silattian )

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o professor joão luiz do corujão
confidencia que também gostaria de dormir fácil,
assim atoa como as crianças,
posso no dia de hoje dizer o mesmo
entre "mistérios" de joice e mauricio maestro
e as caixas que nunca deviam ser abertas,
fico com você ave,
ave vencendo nas cores
perto da água salobra vinda da chuva 
cor de barro vermelho,
"todos los fuegos el fuego", 
el fuego de aqui estar, desmembrando
os meus domínios ao outrem,
mas eu não possuo domínios
cor de chuva, 
cor de planta, pavões-vermelhos
Essa angustia não é porque eu a quero,
fica como pano de fundo, como reflexo
obviamente do que vem acontecendo a todos nós
emergidos no confinamento dos pós fim de mundo,
ou dos mundos, ou de partes dos mundos,
de fios desencapados, de veias e ossos expostos
se ainda sou abelha, se ainda sou cigarra,
pantera coberta de folhas vermelhas e azuis...
A transcendência das palavras que nos pedem acentos
para gritarem o som certo de suas sílabas
Os lençóis que uso para abrigar minha sanguínea mulher,
foram feitos, tecidos com os cabelos de Rapunzel
untados aos fios das sobrancelhas de Branca de Neve

( edu planchêz maçã silatian )

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NAM MIOHORENGUE KIO!
no caminho dos Samurais
há cantos de espadas,
nd a temer, 
se és paladino da essênciada essência
e eu, banido,
agora sou um degradado
de redes sociais
Alguns dias antes de meu pai fazer a passagem.
ao telefone lhe mostrei a ele uma canção,
a canção El Reloj,
ele do outro lado me disse "é Lucho Gatica"
aqui eu, um jovem poeta no novíssimo monde
das embalagens douradas do melhor que há de vir,
obras primas é o que fazemos,
falo de nós, as criaturas novas
nascidas das muitas chuvas,
do mais estrondosos lamaçais


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poucos me ouvem,
minhas vozes são coalhadas de cristais vertiginosos,
eis o porque de não me ouvirem
ou pouco me ouvirem,
eu atravessei as ruas da minha casa
ateando fogo aos cabelos,
o mais príncipe dos ratos, eu o sou,
o que coordenou as passadas de nosferatu,
o que aceitou as migalhas do pão de walt disney,
o que esteve entre os dedos de frans kafka...


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
jovens que pensam que tudo sabem,
faltam-lhe corpos de conhecimento
para entrares nas gavetas
dos adros da delicadeza,
se não beijares o chão em que piso,
o chão em que pisou Virgilio e Quintana,
pouco ou nada conhecerás


A imagem pode conter: céu, natureza e atividades ao ar livre
largando os nós no fundo
do abismo incinerador de nós,
largando a cruz de mercúrio metal,
a montanha de chumbo derretido,
o que você chama de sério


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dos pastores desbotados,
e dos que nunca folhearam ao menos um jornal
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dez minutos é o tempo
que minha dama me reservou
para eu escrever algo que não seja,
diferente das algas marinhas,
similar ao farol,
distante das hélices d'um antigo caça
estamos mesmo em guerra,
sempre estivemos em guerra,
desde muito antes de sermos fetos
em primeira e última análise,
digo, que foi preciso tatuar os mapas do céu,
do mar e da terra nas mãos
para podermos continuar
a colorir os degraus da escada
com a tinta derramada
pelos olhos dos que berram ajuda
para não não serem desintegrados
pelo vírus do descaso,
do governante e do governado
ter,
gênero humano, controle
sobre as lombrigas cerebrais,
elas são advindas das vozes toscas
dos pastores desbotados,
e dos que nunca folhearam ao menos um jornal

( edu planchêz maçã silatian )
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kaia ganja chapado de ondas elétricas,
de saborosas flores,
da fêmea que canta blues
de chapéu lilás e azul


A imagem pode conter: chapéu
mais que vivo, mais que fósforo riscado na pedra,
mais que coqueiros repletos de cocos,
coco esses que vão um a um mergulhando no mar,
na música de sonny boy williamson,
no blues, no gato-blues,
na pajelança do blues de todos os pajés
que buscam no sumo das cascas
da árvore do esquecimento o tudo lembrar

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: gato e texto
Fábulas Metafisicas ( edu planchêz maçã silattian )
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Dizem que os elefantes quando estão para morrer,
se afastam dos outros elefantes e se isolam
em algum lugar apropriado
para o desintegrar dos elefantes
E pelos reinos da terra,
pelas Dinastias dos milhões de EgItos,
revirando-me no interior de uma cripta de titânio negra
que tem o formato de lobo ou raposa ou cão
Marcando meus rastros nas cenas por onde passo,
onde sou agente e observador,
pássaro-hórus,
regente ao escrever fábulas metafisicas,
Hércules do amanhecer,
no amanhecer das cirandas das tarântulas
Hoje bem cedo,
abri uma janela na folha do boldo
para desabitar de meu rosto o homem velho,
o ancião esgotado
monto num "cavalo mambembe sem relevo"
num galope do rio de janeiro
para palmeira dos índios
santuário do faraó Carlos Moura

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: texto que diz "American Eagle 2000 36 x36" Acrilico sobre lienzo"
lembrando aqui dos tempos em que eu pitava um baurete
dentro das ruínas do casarão da frente
do núcleo experimental de cultura
----------------- ( edu planchêz maçã silattian )
lembrando aqui dos tempos em que eu pitava um baurete
dentro das ruínas do casarão da frente
do núcleo experimental de cultura
quem tava comigo ia embora e eu ficava ali
olhando para aquelas paredes carregada de ancestralidades,
paredes esverdeadas pelo limo das chuvas
que acampavam no nosso templo a céu aberto
rasgos de céu,
esferas do céu,
desenho exclusivos
para os que mergulham na viagem do ver,
do ver-se, do ir ao encontro do grande
leão jhá natureza total
e esse leão circulava lentamente e ainda circula
por esse salão real
blues é a grande revolução humana individual e coletiva, os Mestres e as Criaturas Novas, 
eis eu aqui acordando para essa verdade
portenha partitura florida
de solos de margaridas,
por bandoleões,
por seres de casacas negras
descendo pelos fios
da noite de metais preciosos
borges cortázar do gigantismo cego
da vermelha dama do tango mãe,
senta, sentam-se a nossa mesa,
o bom peixe fumega por nossas narinas,
o bom vinho nos seduz com seus seios,
sirvam-se, sirvam-se, sirvam-se!!!

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentando e barba

A imagem pode conter: Helena Dandara, sentando
blues domingo, domingo blues,
blues dormir, blues dormindo
blues estado de budha,
blues que põe qualquer um na lona,
não mexa com o blues
EDU PLANCHÊZ
MAÇA SILATTIAN
& JAC DOG JUNKIE band
estou escrevendo,
doravante me vou pelas candeias do mundo, 
jardineiro,
cuidador de ervas,
de temperos, de feijões, do hortelã pimenta,
do boldo, do mato-pé-de-galinha
miro alguns quintais
para eu e minha esposa 
de grande talento viver
pensei assim, catarina crystal 
concentra em si todas,
billie, janis, amy, piaf, elís, joan baez,
camem miranda, clara e adeli...
todas por prazer encarnadas nela,
na rainha que sigo e que me segue

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: planta, árvore, atividades ao ar livre e natureza
eu meu filho e minha avó eugênia planchêz
num sonho desses dias de isolamento,
rastejando no interior daquele túnel
do capitulo "a nevasca" de "sonhos de akira kurosawa"
artista faz sucesso ou há de buscar algo que o alimente,
mas meu alimento é a arte mesmo que esse sucesso popular
ainda não ou nunca chegue
voltando ao túnel, as trevas, ao pesadelo,
ao breu da noite profunda ou da noite superficial
porque no meu compreender a noite profunda
se diz, se faz, é magica
edu planchêz maçã silattian lá estava numa esquina,
no centro de uma cidade do interior,
no vale do rio paraíba,
em são josé dos campos...
no tempo cronológico é o passado,
no tempo mistico é o agora,
são os cabelos meus que não param de crescer

( edu planchêz maçã silattian )


escrevo os mesmos versos
que senhorita canabbis escreve,
minhas meninas me namoram
porque eu as amo, as molho,
jogando pó de casca de banana
e de casca de ovos aquecidas no micro-ondas
e reduzidas a pó branco queimado,
tudo na terra marinha de jacarepaguá
total crescimentos de pelos, de peles,
de palcos, de amplos ouvintes,
de jardineiro feliz
que joga leite nas folhas do tomateiro
para o livrar das pragas e dos fungos,
aprendo plantar plantando
da terra sobem todas as plantas,
sobem os braços da santa maria
quisera escrever como cazuza
para compor com roberto frejat

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: planta, comida e natureza
torta de tomate com mussarela fresca 
e anchova,
receita colhida em o estado de são paulo,
para "eu ouvir "
é que eu que preciso dizer que eu te amo"
pitando o beîze da madruga
com marina, bebel gilberto,
e cazuza e léo jaimem
a música intocável,
rock madrugada a dentro,
o nome que tenho
escrito
nos paralelepípedos

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, barba e óculos de sol
Está registrado na história desse tempo
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Não adianta você me negar,
me jogar para segundo plano,
fazer de conta que não estou presente...
Minha poesia há de lhe por de joelhos...
Maior que a minha poesia
somente a minha poesia...
e a poesia de Charles Baudelaire
e a poesia de Flor Bela Espanca
e a poesia de Cícero e Virgilio...
Está registrado na história desse tempo
que você me negou,
que me deixou esperando horas e horas,
que me trocou por ilustres, por sexo,
por senhores e senhoras cobertos de jóias...
A luz das luzes tudo vê,
o céu dos céus nada esquece...
mas eu te perdoo,
compreendo a tua fome,
as tuas vãs necessidades...
(quanta perda de tempo)
(quanta leviandade)
Li num livro sagrado:
"Quando a verdade se cala,
as meias verdades são aplaudidas!"

Edu Planchêz Maçã Silattian

A imagem pode conter: 7 pessoas, pessoas em pé e barba
o que os mais velhos dizem
está sempre diante de meus olhos antigos,
outro dia o bicho-pau posou nas cascas febris
da árvore que sou, permaneci imóvel,
sem medo e com medo, respeitando-o
digo eu ao fogo:
"irmão, eu o quero dançando
nas entranha das entranhas,
nas costas que tenho,
nos pés e nos dentes
o que os mais velhos dizem
está sempre diante de meus olhos antigos,
outro dia o bicho-pau posou nas cascas febris
da árvore que sou, permaneci imóvel,
sem medo e com medo, respeitando-o
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre

Nos céus das trovoadas
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E esse Edu Planchêz Maçã Silattian
que ora estou,
acaba de observar o rótulo
da garrafa do azeite galo,
azeite esse que fora marca imperial
nas cozinhas santuários dos Antigos
E hoje que já não tenho mais idade,
pratico, vivo o credo de meus pais,
alavancando inspirando em Arquimedes
a esfera em que vivemos,
os anzóis que uso para fisgar
as Margaridas de minhas avós
Respeito o caminhar do caracol
que me ajuda a compor
espaçonaves canções
com os cremes do cosmo,
cosméticos que atenuam as linhas
dos rosto de meu amor bandoleiro de melodias
que formam cruzes nos céus das trovoadas

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: noite e céu

comendo biscoitos água e sal,
comendo as folhas da erva irmã da música
com as bocas do cérebro,
com as bocas da arte, da arte do verde,
da verdura da dança
a minha cultura,
a cultura dos que se derretem sob o vapor
da preciosidade do canto das aves,
das aves proibidas

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: pássaro

quarta-feira, 1 de julho de 2020

comendo biscoitos água e sal,
comendo as folhas da erva irmã da música
com as bocas do cérebro,
com as bocas da arte, da arte do verde,
da verdura da dança

a minha cultura,
a cultura dos que se derretem sob o vapor
da preciosidade do canto das aves,
das aves proibidas

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: pássaro
"É tão difícil encontrar pessoas 
que curtam Joy Division!"
Mentira, conheço centenas delas
no espelho do nosso hospício
eu acredito ser um poeta,
a vida inteira acreditei nisso,
quando eu era menos criança,
compreendia não entender as pessoas,
nem por elas ser compreendido.
assim, passei a conversar com as aves,
com as plantas, com os cogumelos
que nasciam junto as patas dos besouros,
meu mundo era um bambual,
o curiango que voava rasteiro
pelos quebrantos 
da boca acalorada da noite,
e o frio se fazia personagem
no cinema da minha rica história
hoje aos novecentos 
e dezessete anos de vida
trago os olhos fincados nos sinos 
caracteres do sutra de lótus
e não pergunto a mais ninguém 
o nome que devo ter
estendo um raio 
de aranha preta até goias
para encontrar 
meu comparsa diego el khouri
movendo quasares, 
ouvindo o som fugido das fendas
da parede para nada, por nada,
por ser poeta tal como eu e joka faria,
por ser dragão de carvão mineral
rabiscando mapas orgânicos
no corpo, no próprio corpo, 
no corpo das horas,
no corpo do escorpião do céu
que vejo da janela do expresso blues

( edu planchêz maçã silattian )


Fabio Fernando Caricaturas
disse "somos, David",
eu digo, 
somos raros ratos do vasto deserto
pulando acima dos barcos,
dos navios angulares da atmosfera,
ou garranchos famigerados cobertos
de poeira cósmica
num dia que é hoje
atingiremos as camadas subversivas
das sementes do tomate
que nasce nos arredores,
nos pinos da outra consciência
artificial não artificial
Cambio!
Cambio!
Cambio!
Se entendem ou não
tenho entre onze e um trilhão de anos,
entre três e setenta metros de altura

( edu planchêz maçã silattian )


Certa vez escrevi 
"a morte que me pegue ao sol",
assim o foi para Mark Sandman
em frente a cinco mil pessoal num festival
no meio de uma apresentação 

de sua banda Morphine,
o país era a Itália...


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas no palco, pessoas tocando instrumentos musicais, violão e noite, texto que diz "ROCK"
Eu EDU PLANCHÊZ MAÇÃ SILATTIAN na ECO-92
--------------------------- ( isso está no relatório da Eco 92 )
"O poeta e músico Silattian, um carioca de 32 anos,escolheu a Comissão Indígena Internacional, um dos espaços mais procurados pelos participantes, para fazer a sua manifestação “artístico-ecológica”. Com ar zen, ele conta que decidiu tocar flauta e declamar seus poemas para dar mais amor ao movimento ecológico. “Estou dando um pedaço do meu amor para a conferência”, acredita. Ele diz que há três dias vem mostrando seu trabalho em vários stands e até mesmo em algumas conferências do Fórum Global. “Estou feliz com o resultado, as pessoas têm parado para ouvir meu trabalho”

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas no palco, pessoas tocando instrumentos musicais e pessoas em pé
idade nenhuma,
eu rei e súdito da lei mística,
compreendo que meu corpo, 
que teu corpo,
possuem miliares de portas e janelas,
eu as escancaro
para que os pássaros entrem,
para que aceite de minhas mãos
os frutos da oliveira,
para que aceite de minhas mãos
os frutos da árvore 
de pedras-diamantes

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: óculos de sol
decompondo desintegrando
os metais que nos prende
aos nós da dor do movimento,
do mover-se no mundo de chumbo,
no mundo do chumbo,
do homem de ferro,
do ser do ferro,
da ferrugem,
da eletricidade,
das elétricas engrenagens
do aparelho que usamos na terra
para colher as moedas de ouro,
os beijos do amor soberano...

( edu planchêz maçã silattian )
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escrevo para eu mesmo ler,
a poesia, o escrever,
essa escrita é apenas confissão
nada mais que isso,
confesso emergido 
nas cataratas do blues
não ser mais que blues,
não mais que o vermelho fogo

( edu planchêz maçã silattian )

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pelo gelo e pela a água,
pelo visor de todos os olhares,
o meu poema deveria entristecer
por saber que esse corpo 
vai se desintegrar
igualmente a todos os outros corpos?
água para o café no fogo,
joelho grudado na madeira do armário,
na madeira da existência,
nas madeiras deixadas por alguém
nas cantos da casa,
nos cantos de minha alma que canta
minha marca, minhas marcas,
as marcas de michaelangelo
nas compoteiras do mundo
tua marca,
a marca
que o fim de tarde
das pedras montanhas
da nossa jacarepaguá,
inscreve no sutil,
nos hortelãs da atmosfera

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: céu, noite, atividades ao ar livre, natureza e água

a nuvem de gafanhotos,
a nuvem entra no garrafão 
de nossas cabeças
via aos vultos fantasmas coloridos
na matéria de que são feitos os sonhos
pelas canetas-litero-científicas
dos poetas irmãos
o companheiro stéphane mallarmé...
preciso no que escreve,
enigmático ao extremo da visão
dos que pilotam 
com as teclas naves inventivas,
construções ideomáticas que se agregam
ao falar comum nada comum
os fins justificam os meios quando a proposta
dos que escrevem é subverter
o que foi determinado pelo crivo da prosa
dos que se movem sem poesia

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: planta, árvore, céu, atividades ao ar livre e natureza

16 hora rio de janeiro cidade assustada tal todas as outras mundo afora,  mundo adentro, lembrando que antes da chegada da família real ao ...