quarta-feira, 29 de julho de 2020

fluxo livre de pensares em espiral
fluxo languido de mim para mim,
de mim para o meu amor-índia-cantora raiada do sul,
de curitiba, da então última cantata de bob dylan,
dos cordiais acenos do homem do tempo do mar
de aqui perto, do mar do recreio dos bandeirantes.
do mar dessa hora
o poema desconhece o que é começo
e o que é fim, o que é distante não distante,
por isso moro no poema,
moro diante das plantas, dentro das plantas
entro nas plantas pelas as escotilhas
que se encontram nos vãos
que só nós poetas do chão podemos encontrar

( edu planchêz maçã silattian )

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