sábado, 30 de maio de 2020

e eu quero sempre ficar escrevendo,
escrevendo, escrevendo,
pensando em caio fernando abreu
autor de morangos mofados,
em garrincha a alegria do povo
o que me vier na cabeça entra no poema,
entra no poema a jack kerouac batida de máquina,
batida na máquina, batida do dia que fui ao posto nove
com uma faixa com esses dizeres
"celebração do renascimento da poesia",
o poeta ricardo chacal lá estava sem camisa,
lembro ter mostrado a faixa para ele
que fez cara de poucos amigos
o velho mar paridor de gigante e anãoes ondas
lá estava para o envernizar de nossas almas de vocábulos
com a cera dos peixes do muito antes,
com as âncoras nele deixadas pelas caravelas de sagres,
pelos galeões franceses e espanhóis
me vejo naquele galeão encontrado por josé arcadio buendia
no deserto com sua tropa a caminho de macondo

( edu planchêz maçã silattian )



A imagem pode conter: atividades ao ar livre


o globo terrestre repartido em fatias
sobre a mesa das civilizações,
sobre a mesa das civilizações me deito,
me deito no tapete de ervas,
na "incoerências das ervas"
que me curam,
ervas perfumadas de poder
don juan castaneda,
abracadabra, abracadabra alta visões,
vidente, visagens, homem-feitiço,
homem-feiticeiro,
herbeiro,
erva-falante, erva-parte cantante
( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas, mesa e comida
hoje que estou a altura de meus mestres,
virgilio baudeleire, rimbaud, 
quintana, artaud,cecilia...
eu edu planchêz no covil 
das novas criaturas
que são ovos despejados
pela serpente de tróia-macedônia-egito
sobre a crosta terrestre,
sobre a genitália-civilização
eu o telegrafo ciberpunk timothy leary,
nos cornos da linguagem 
rosqueio a fêmea do parafuso,
a engrenagem para que flutuemos
acima dos fatos
( edu planchêz maçã silattian )


puxando as cordas
do carro haga music marijuana,
bob marley é a lei,
o ler, o leite, o sol mais que perfeito,
a clarividência minha e tua,
o aglomerado de ilhas
tiro da garrafa a tampa-rolha,
os espíritos que dentro dela moram,
que tem teu nome,
que tem meu nome,
que não tem nome nenhum
( edu planchêz )

A imagem pode conter: bebida
voltando para a caverna 
hippie cibernético 
humano integral
RENASCE A MAÇÃ SILATTIAN
NO POMAR JACAREPAGUÁ,
BEM TARDE E BEM CEDO,
DEPOIS DO DIA DE ONTEM,
ANTES DO DIA DE AMANHÃ


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, barba e óculos de sol
MAÇÃ SILATTIAN
-------------------
ADELMARLLLLLLLLLL
ADELMAR
MUITO BLUES AQUI
JACAREPAGUÁ CITY
OUÇO CHARLES FORD
SIM
RIO DE JANEIRO em ebulição
n mereço tuas palavras mais, acho
Messenger me bloqueou temporariamente
por ter mandado esse link pra muita gente.
Opa, funcionou

Me desbloquearam.
eu fui deletado
por isso to aqui
como maçã silattian
ou...
quem?
maçã silattian
Eu fui só bloqueado
por uns minutos por ter mandado muitas mensagens
eu rasgado
Ah, ok maçã
por ter postado mussuline pendurado
de cabeça p baixo numa árvore....
edu planchez
Sério?
Só por isso?
fix
é
no dia aniversário do dia fato
O professor PAULO GHIRALDELLI,
disse hoje q daqui p frente
todos nós estaremos de camiseta e calção,
voltaremos para as cavernas,
o canibalismo tá na pista
( edu planchêz maçã silarrian )

A imagem pode conter: comida
Creo que después 
de pasar este momento muchas muertes, 
muertes porque los grandes valores 
intrínsecos de la gran visión fueron olvidados, devaluados, el arte garde, 
los grandes artistas volverán a la escena 
de los ojos de la civilización 

( edu planchêz maçã silattian )
e ele agarrou a linha e saiu arrastando
pelos continentes o gigante animal que flutuava,
se era uma aranha de gás.
respondo que sim porque sou um homem convicto,
um sem nome, um nômade dentro de uma caixa de vidro,
dentro de um reinado de luzes
contemplando os relógios estampados no veludo do boldo,
das folhas do boldo, das folhas dos tomateiros
crescidos a golfadas por dentro das friagens
o sonho do mar recreio dos bandeirantes
que fica a algumas esquinas daqui,
a algumas léguas do não fim das coisas
arte, peças das cavidades, das covas,
dos buracos, das linhas do caderno virtual
arte, que nos preserva desde muito antes,
eu camarada rupestre, rude,
antiquado para a maioria,
por ser o homem letra, o homem das letras,
dos sopro das letras, do jorro de letras
tal christina oiricica enterro pinturas na terra,
na neve, na natureza da neve,
no cal dos tremores dos bichos
e eu chamo em telepatia diego el khouri e joka faria
por nada além de palavras largadas
nas ruas que são ruas e que não são ruas

( edu planchêz maçã silattian )


A imagem pode conter: céu, nuvem, atividades ao ar livre e natureza











nenhuma derrota para mim nem para você,
o peso do tempo, do planeta, 
o vírus que move, morde,
mata a civilização, nos impacta, 
nos deixa no chão,
além do chão, reflexivo... 
oculto em casa,
oculto na casa interna, 
fechado na semente,
no caule da árvore, na chaminé, 
no fogão, nas brasas,
nas cinzas, no que voa 
nas folhas que estão la fora
um dos braços meus 
voltado está para a esfera,
para o sol, para um ponto, 
para os pontos
que são as pessoas, 
que sou eu e as pessoas,
que é a moenda justiça 
triturando o que é medo,
o que é fantasma, o que é doença, 
o que é cura
( edu planchêz maçã silattian )
A imagem pode conter: 1 pessoa

phoda com ph 
nas constantes friagens do inverno incomum,
do inverno das palavras efervescentes
agigantadas pela paixão de não se conter,
eu e minha dama de paus,
e eu as estacas de canhamo futuras,
eu e o maior de todos os incêndios já visto
cá por essa terra de gnomos
e foda-se a latitude 
alcançada por minha pele de sapo,
de salamandra televisiva
aclimatada nos calombos do tempo astucioso,
eu sou astucioso, minha dama é astuciosa,
louca de pedra vermelha, de pedra lilás,
de pedra pura, de pó de pedra,
de pedra carcomida pelas chuvas
e a poesia contém os arames de cobre,
os arames de ópio, os arames,
para nos atar aos coriscos

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: texto
vaca profana 
maconhabluesbuceta 
cucaralho taludo meu signo 
dessa atarantada hora
em saló de pier paolo pasolini,
as pessoas são apenas coisas
descartáveis que são usadas
para qualquer tipo de prazer 
e no final são mortas,
há um culto a morte nesse país,
também havia na Itália
durante o desastroso reinado
de mussolini, mas no final mussolini
também foi pelos massacrados
descartado amarrado pelos pés
de cabeça para abaixo
e transformado em pó ( de ditador )
o culto a morte enlaça a cabeça
dos que aparentam ser homo sapiens
mas não passam de pobres diabos

( edu planchêz maçã silattian )


A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sentadas

a protestante burra e cega
em imagens distorcidas esbofeteia a própria cara
e a tua cara com a sua mão de bíblia mofada,
pois, ela por ignorância evolutiva se afunda
no esgoto do obscurantismo do curral das cobras...
contando os mortos,
me faltam palavras, me falta silêncio,
sobra agonia, faltam lágrimas
sombras, fuligem, escuridão, tensão, dor...
complexo dizer algo, me sinto um bicho,
um leão abandonado,
uma mosca olhando para outras moscas,
divido contigo que também 
deve estar se sentindo
uma mosca olhando para outras moscas
o sentimento de se sentir mosca
chamando o espírito das vacinas,
chamando você para continuar comigo
mirando a janela iluminada
( edu planchêz )

A imagem pode conter: flor e naturezaA imagem pode conter: céu e nuvem
arrancando da alma espadas,
as enormes espadas,
as estacas de vergalhão enferrujado,
os caninos dos cães fascistas

eu herdeiro das latitudes de kabir,
avanço erguendo meus dedos de ágata

( edu planchêz )

A imagem pode conter: céu, nuvem e atividades ao ar livre
a cada conta que ponho no fio,
calculo que os próximos pontos
do que vou viver terá a chuva
de flores amarelas das visões dançarinas
de gabriel garcia marques

quinta-feira, 21 de maio de 2020

os médicos permanecerão calados
diante do receituário do charlatão
por amor ao status do cu dinheiro,
por serem analfabetos fascistas lambe-botas


A imagem pode conter: sapatos e botas
minha palavra de porra branca
de cheiro forte de homem poeta escândalo,
palavras de morte onde não tem morte,
onde nunca haverá morte
palavras da bunda, da minha bunda de música,
da bunda do mundo magnífico louco
que nunca será reduzido a uma temporada sombria
eu cara caneta,
alcunha de um nobre,
dos dentes de cobre,
eu metamorfose
das lampadas da frança antártica,
esse rio de janeiro
que sintonizo
bebendo a goladas de hermeto
continuo escrevendo, 
transferindo para o papel
o que atrapalha o meu sono, 
os reflexos e rabiscos
contidos, imprimidos 
pelas vivencias no subconsciente
esvazio o pote, a garrafa, a bilha, a talha,
o tambor de veneno, o copo de iogurte
dias de isolamento, dias de carneiros
e cabras imaginárias, trompetes e violinos,
de centelhas que se organizam em círculos

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: noite
eu sigo a beleza, a beleza de estar preparando uma sopinha
de feijão com macarrão agraciada com legumes,
temperos e especiarias,
especiarias essas que me remetem aos ares das índias,
aos ares de goiânia velha,
cora coralina, a kabir e rabin dranath tagore

índia medieval, goânia arcaica...
os historiadores tudo contam,
se conto histórias,
não tenho como responder,,
pois em mim há apenas o transe,
o que se eleva além de todos os dramas,
ai eu volto a índia,
vou a índia, ao príncipe que é meu reino
sento-me sobre a raiz da árvore bodhi,
sobre as sílabas de todos os cantos,
de todas as almas embevecidas,
é o fim de todas ilusões,
é? mas ao chegar aqui deixarei o reino humano
para beijar, entrar no reino?
sim e não
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a nova ordem mundial é a lei mística
do nam miohorengue kio,
medo de nada, nada de medo, 
a nova vida,
a nova cerimonia do ar,
sei que cada um aqui é uma estrela,
um samurai moderno, 
irmão irmã do sol e da lua,
da solidariedade absoluta
( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: planta, flor, atividades ao ar livre e natureza
edu planchêz, maçã silattian,
antônio eduardo planchêz de carvalho,
respire, olhe para dentro, para fora,
observe uma folha,
a folha da planta que você plantou,
entre na existência, mergulhe com todas as caras
na existência, na vida, escape do drama,
se afaste, vá para longe, para o núcleo da flor,
para onde o polem surge
cada ser, cada mulher e cada homem,
possui em seu estado orgânico uma borboleta,
muitas borboletas
na fenda que se abre entre tua vidraça e a minha vidraça,
nas alcateias que se movem no meu e no teu sangue,
no aguaceiro caído das nuvens que cobrem todas as nações,
está o novo, a nova semente, o grão de mostarda,
o grão do girassol emergido de nossas lágrimas

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: flor, planta, céu, natureza e atividades ao ar livre
o lobo do norte e lobo do sul
nadam nas minhas luzes
vestidos de estrelas quase vermelhas,
quase azuis, bem amarelas...
e eu entro em celebração 
por estar mais que vivo,
entranhado nas vozes 
vindas dos escorpiões dos céus,
das incontáveis constelações

( edu planchêz maçã silattian )

ovos de jacaré 
entram e saem das fronteiras do poema,
eu tenho nas armaduras
da alma o crânio
dos gigantes poetas
tanques de guerra
caindo aos pedaço escapam
pela cloaca dos tiranos do velho mundo,
do fétido mundo defecado por eles,
e nós as cobaias da industria do veneno,
da industria virulenta que usam o suco gástrico 

dos estômagos dos bezerros 
para apressarem o preparo de seus queijos, 
dos queijos que vamos comer
se tivermos dinheiro para comprar


( edu planchêz maçã silattian )



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sábado, 16 de maio de 2020



lagarta-serpente irmã do urutau e do camaleão, eu também me escondo, vivo entre as folhas, no nariz dos gravetos, nas clavículas das estranhas ervas lagarta-de-fogo, bicho-pau, louva-deus, aranha-verde-e-vermelha, amigos do sol e das sombras

Bicho-pau fêmea bota ovos e é capaz até de se autofecundar | Terra ...
coníferas crescem nos cantos, 
no centro da sala de nossa casa 
palácio do kossen rufu,
dama que nos abriga e nos observa

A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Catarina Crystal Blues, óculos de sol, possível texto que diz "BRASIL IN CONCERT EDU CATARINA Mon, 25 May 2020, 2020, 10:00 PM IST Music Jazz, Blues Live From Home LIVE ! ONLINE ONLY WWW.PLAYTOOME.COM COM ΑΥΤΟ"
o guardião dos portais, 
sentado, deitado, de pé, está,
guardando todas entradas e saídas,
eu determino de imediato por ser budha,
o surgimento de uma vacina
( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: nuvem, atividades ao ar livre e natureza
minnie riperton lovin'you 
entrando no espaço da casa,
no espaço do sonho, 

da esperança de óculos,
das cavidades não visíveis 

dos meus e dos teus mascarados,
no carnaval das palavras
queda de pedras, queda de corvos,
combinado de serpentes,
rã engolindo e cuspindo estrelas,
aqui é o flautista horus falando,
saibam que a minha flauta 
é a extensão de meus...
dedos!
e meu canto descende do lápis,
eu tenho o lápis de artaud,
eu tenho dez dedos que são canetas,
que são varetas, varetas mágicas,
chapéus do dançarino de alice de lewis carroll,
"os carneirinhos enroladinhos como carretéis de lã"
( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: atividades ao ar livre
o amor, o amor, o amor...
meu coração é uma cascata em lágrimas,
uma borboleta rasgada em múltiplos pedaços,
só sei dizer que dói e muito,
tantas mortes, lágrimas, lágrimas, lágrimas...
um rosto, dois rostos,
muitos rostos evaporando da história,
mães, irmãos, irmãs, amigos...
compreensão, aonde tocar-te,
nas sombras, na noite, na névoa...
a emoção de rever os feiticeiros gols de gabigol
na decisão da libertadores, trás alguma brisa,
uma pouco de ar, uma réstia de luz,
a abertura das janelas
( edu planchêz maçã silattian )

ser forte, ter nas tormentas inspiração
para alinhar-me
a grande dança,
aos rebuscados movimentos do longínquo,
e eu não sou litttre richard,
mas o sou no momento
que abraço com as pernas os mundos,
o mundo, o piano, a harpa e o tambor,
os galhos da árvore ancestral
me vejo um pouco tonto,
subi numa escada para trocar uma lâmpada
ao som da voz blues de pinetop perkins,
e entro na cena, façamos da fraqueza força,
dos punhos, cálices transbordando de elixir
( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: nuvem, céu, pássaro, atividades ao ar livre e naturezaA imagem pode conter: céu, pássaro, natureza e atividades ao ar livre


ele planta feijões no espaço,
eu,
eu nas curvas
da borboleta 
estômago embrulhado de tanto ver injustiças,
de tanto respirar o pensamento ignorante,
o desprezo pelo outrem,
difícil mesmo continuar escrevendo,
falando, lendo, ouvindo...
arroto o gás do que andamos comendo,
o que desabou do céu e da terra,
abaixo o volume de tudo
que aqui vou chamar de radio
para não virar estilhaço de gente,
para não me decompor,
para não entrar em auto-combustão
pela auto-combustão resgato tudo que é forte no mar,
nas encrustadas joias do sentimento de revolução humana,
eu sou a revolução humana individual coletiva,
o somos, isso tem que ser consciente, pensado,
executado com minuciosa sabedoria,
com a sabedoria dos budas,
dos guerreiros solares
eu sou um guerreiro solar, repita comigo,
eu sou um guerreiro solar,
baqueta do tambor de néctar,
da semente gloriosa
( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: noite e céu
me preparando aqui pitar a ultima ponta,
se algum vizinho 

puder deixar aqui 
na minha portaria um pedacinho,
os gnomos e os duendes
do sempre bem agradecem
o trem de lata
------------------
e eu continuo escrevendo e cantando,
para muitos e para poucos,
aldir blac nunca saio do brasil,
eu fui ao paraguaio, a ciudad del este,
mas não passei dali
o ronco continuo dos varais, 
dos bambus,
a louça encarnada,
o dizer nada, o viver nada,
o viver no nada,
mas o nada não existe,
o que existe é nada 
preenchendo o nada
com qualquer palavra,
com a vareta que sustenta a morte
da não vida
as conchas movem-se 
nos fios do sangue,
o trem de lata,
no trapézio de brinquedo,
no trapézio afundando na areia,
no bicho que assopra a areia
de baixo pra cima
montado na calda do ardido mar
( edu planchêz )
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todas as descargas elétricas e não elétricas
desabam sobre o meu lombo,
eu desabo sobre elas,
eis o meu desafio mor,
minha eletricidade sendo mais que testada,
mais que construir balões de aço
sobre nuvens de chumbo
todos os raios destorcidos do meu ser
se contorcem, se espremem,
e tais raios de borrascas,
caem no para-raios do meu espirito poeta

A imagem pode conter: céu
foda é, é mover multidões,
é mover multidões de pontos,
de pontas de escarlates escamas
no fundo, no fim do olho,
no fim do mundo dos lagartos,
e eu sou um lagarto nesse fim,
nessa forma, nessas formas,
no formato da base onde pousam os aviões
de concreto, o creme, o crime de não ver
no pequeno e no grande
as brisas e os vendavais,
os talheres que uso para degustar
o tubérculo doce coberto de manteiga
foda é, é a arte catada nas armas
dos besouros, nos alicerces perdidos,
escondidos nas construções da aranha,
nas construções da aranha
ouço romanza
do concerto numero vinte
para piano e orquestra
gestado
por wolfgang amadeus mozart


sei perfeitamente, ou não sei
que você terá ou não olhos
para ler essas linhas,
são linhas profundas,
linhas colhidas no poço,
no túnel, nas brasas,
nas escavações,
no encontro de minhas placas tectônicas,
no deslocamento delas
o que tem que ser calado,
o que devo continuar falando,
eu mesmo digo,
reafirmo, o operador da britadeira aqui sou eu,
o escritor que usa todas as chaves, sou, és
olho-te firme no mais abissal, de teus olhos...
olho-te! no mais abissal
das entranhas
sei perfeitamente, ou não sei
que você terá ou não olhos
para ler essas linhas,
são linhas profundas,
linhas colhidas no poço,
no túnel, nas brasas,
nas escavações,
no encontro de minhas placas tectônicas,
no deslocamento delas

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A POESIA SE DESCOBRE 
NA GEOGRAFIA
------------------------
Uma cidade antiga
totalmente construída com a argila de um rio;
eu caminho sobre ela, ela caminha sobre mim;
essa cidade não é perto nem distante,
fica num dos pontos do mapa,
numa das taças de minha cabeça
Existe um templo na cidade
há centenas de anos,
o coração sagrado da cidade é protegido
pela a argila do rio,
pelas mãos lavradas das mulheres,
das crianças e dos homens
Os rios do Terra ora se ocultam no solo,
ora são cristalizados pelo frio,
ora escorrem em muitas quedas
pela minha cama que também é tua
E as pontes vivas construídas com raízes
por muitas e muitas gerações,
servem para que se atrevesse
as violentas águas em segurança,
é o exemplo de comunhão perfeita
que uma certa civilização desenvolveu
A poesia entra nas fendas das pedras,
nas fendas do tempo que está além
do tempo que não pode ser chamado de tempo
A poesia se descobre na geografia
que se espalha de um polo ao outro,
arranca dos céus as estrelas,
as coloca na boca que beija

( edu planchêz )

A imagem pode conter: nuvem, céu e atividades ao ar livre
bacharel em ciências borbulhantes
--------------------------
o super-homem
divide tudo que o tornou super,
se não de nada lhe valia
subir e descer sua mística montanha
noite e dia, dia e noite,
tamanha foi sua fome,
tamanha é sua fome,
que eu homem em crescimento,
há tempos venho a purificar minha água,
a nona e a oitava estrela
marinheiro de versos
que penso serem densos,
bem costurados, alinhavados
na nuca da cabeça branca do sol,
sinto que as palavras que ora recebo,
que oro filtro com os águas-pés das mãos...
velejam nos ancestrais dos gatos
que venceram os que os caçavam
sem o saber que sem eles, os gatos,
se daria a multiplicação dos ratos
e das pulgas dos ratos
veículos da peste negra
eu gato vagativo adulterado
pela mente da lua de damasco,.
meu pai relâmpago presente está
sobre o que é em mim inexato,
inexato vou compondo essa canção
sem fim nem começo,
pois sou bacharel em ciências borbulhantes,
em carnes que são consoantes e vogais
( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: planta e natureza



quinta-feira, 7 de maio de 2020

num envelope coloco 
os tascos dessa chuva,
os feixes das luzes do poste,
a noite e as nuvens
meu amor deitada está 
em meu braço esquerdo,
envolta a uma coberta azul profundo

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em saló de pier paolo pasolini,
as pessoas são apenas coisas
descartáveis que são usadas
para qualquer tipo de prazer e no final são mortas,
há um culto a morte nesse país,
também havia na Itália
durante o desastroso reinado
de mussolini, mas no final mussolini
também foi pelos massacrados
descartado amarrado pelos pés
de cabeça para abaixo
e transformado em pó ( de ditador )
o culto a morte enlaça a cabeça
dos que aparentam ser homo sapiens
mas não passam de pobres diabos
( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sentadas
acendo a candeia, o pavio da vela,
a boca do porro, a oração,
o roteiro da próxima película,
cena por cena sendo iluminada pelo farol
dos que aqui me ouvem,
eu também os ouço com o tímpanos,
com os captadores da guitarra de hércules
e o grande rock, e o pequeno rock,
e o blues de minha mãe,
derramam sobre os capítulos do papel,
clarões que irradiam esperança
de polo a polo
a purpurina dos astros gira em torno do vórtice
dos homens e das mulheres do clã
----------------------------
a purpurina dos astros gira em torno do vórtice
dos homens e das mulheres do clã,
tudo é gestado no cone dos olhos,
no cone do que parece ser impossível,
e eu digo que é impossível não ver nas nádegas
dos rios do não tempo as cores da vertigem
um braço, dois braços, mil e setecentos braços
de água e argila nas tintas da boca,
na bunda do mundo
de resto deixo que os vocábulos do infinito
se firmem no gelo do que penso,
do que não penso,
do que peço ao vento sideral
seres do clã, das indecentes artérias,
dos perigos e dos adventos
traçados com as palavras que chegam a esmo
( edu planchêz maçã silattian )
Descoberta permite entender melhor formação das galáxias ...



vejo daqui a rio branco cruzar com a rua méxico,
ali a esquerda ficam muitos consulados,
as representações do planeta,
lembro que entrei num deles com a minha mulher
catarina crystal, consulado de uma nação africana...
espalho canetas e lápis pelas pedras da cinelândia,
espalho sentidos a esse momento, a esse estado de história,
ao coletivo que escreve dedico essas vidas,
as vidas que vejo, que não vejo,
guardo na roda do olho, na roda dos dedos
o nome dos que me são mais caros

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e atividades ao ar livre, texto que diz "POETAS DEL PELA CONTINUIDADE DA VIDA"
aos pés do solo da áfrica ( edu planchêz )
-------------- ( eu entro no navio de jhá )
minha ganja vertida em estrela jamaica
em reinos conquistados
com a beleza de ser pessoa bonita
permanentemente vestido de casa de abelha,
em casa de mel,
em homem cordas de instrumento,
em cabelos jubas que ganham pedaços de planetas,
planetas inteiros curados pela flor
da pele da psicodelia
em nome da planta mãe-rasta,
me resta subir as escadas da fumaça...
pelas escadas da fumaça,
pelas cabeças do céu
no fundo mais fundo do rio
me curvo aos pés da princesa ganja,
aos pés do solo da áfrica,
das pessoas da áfrica,
da áfrica amiga de meus porões.
eu entro no navio de jhá

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quarta-feira, 6 de maio de 2020

amigos, amigas, quem está vivo,
quem esta morto, morrendo,
nascendo...nesse momento?
aqui o rio de janeiro ( onde me abrigo )
é bem agreste, o camorim,
esse é o nome desse recanto, desse bairro
que em tupy significa mata com muitos mosquitos
a chuva, a atual chuva, a ancestral chuva
se espatifa no chão,
e a nossa floresta,
a nossa jacarepaguá respira a goiás velha,
o colar de coralina...
a menina cora folheia o livro,
as folhas, das plantas, as folhas do tempo
que corre por cima da louça,
dos tachos, dos doces,
dos carvões do fogão antigo,
da minha alma repartida
em pedaços, em nacos de queijo,
camarada diego el khouri
( edu planchêz )
A imagem pode conter: comida

quero falar de mim, do meu governo, do meu desgoverno,
da minha dificuldade de me relacionar comigo mesmo,
com a minha casa interna, vezes clara, vezes nebulosa,
nebulosa que nesse agora se contorce, ela é angustia,
é frio, inverno estranho, sinto frio, frio humano, animal,
eu sou um animal, um animal poético em ebulição,
uma espécie de vulcão em extinção, em descongelamento,
no reino dos homens, no reino dos espíritos,
eu sou um espírito movendo-se em direção aos vultos,
aos reflexos, ao epicentro do sol, do novo sol, do velho,
do passado, do presente sol, desfeito de mitos,
abarrotado de mitos, de metas, de projetos...
sim, eu tenho projetos bem elaborados, nada elaborados,
intuitivos, em minucias estudados
e a música é a minha casa, e as letras são os palácios
que monto com os tijolos, com os palitos,
com o lápis de grafite, de diamante,
de dedos rabiscadores de canções,
é, eu faço, construo canções com a pele,
com o zelo de quem copia das sombras seus contornos
para detectar na parede uma espécie de cinema,
a origem do cinema, do cinema feiticeiro,
do cinema adulterado pela mente
que se une a mente contida
em todas as coisas que toco,
que tocas
a vida de um urso,
eu vivendo num urso, numa caverna,
num dos cantos desse estúdio iluminado
pelos olhos dos que pensam em cavernas,
pelos olhos dos que pensam no invisível,
eu sou invisível, me enxergam os que fecham os olhos
e apontam suas hemácias para o alto,
para o centro do que se derrete
( edu planchêz )

A imagem pode conter: atividades ao ar livre
chamem o lagarto, chamem,
chamem com os sinos os bailarinos
do grande fim começo,
quando a música parar,
apague a luz,
apague o que foi escrito antes de teres nome
as nevoentas aves circulam, e já nos invade a manhã,
o novo dia e as princesas do verde,
as amarelas pétalas da flor
gigante é a sentinela fada guardiã da cidade,
moro em seus brincos,
nas cortinas tecidas por meu quântico amor
amante dos animados desenhos
vinde torres de mel.
aquáticas douras e pretas borboletas
do horizonte cor de café
( edu planchêz )

as flores do grande silêncio ( edu planchêz )
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emergi cinco sementes de cânhamo
na água hospede do copo de vidro,
o homem dos tambores que as me ofertou,
me disse que é na água 

que elas ficam inchadas,
que fiquem ali por um dia!
depois, entrarão num pote
sobre um papel toalha úmido
e cobertas,
por outro pedaço do mesmo papel
igualmente úmido,
e dentro de um armário,
na escuridão,
as sementes avatares da fidelidade,
da cura xamã, intensas e grávidas
verão arrentar de si minusculas raízes,
prontas estarão para fincarem 

seus pés na terra,
e em poucas noites e dias,
luas e sóis e estrelas,
fabricarão com os olhos 

do deus que as habita...
as flores do grande silêncio



sinos sibilam no campanário ( edu planchêz )
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sinos sibilam no campanário,
na folha contra, na contra-folha
resgato as trovas perdidas trovas,
destruídas trovas
pelas patas da máquina que finge
escancarar portais
"mentira, é tudo mentira"...
palavras de uma querida canção,
e eu e o vento,
e as árvores nossas irmãs,
e os tomateiros lá da sala,
companheiros da primeira hora,
do dia e da noite...
e eu escrevo muito,
por julgar-me entre tantos,
entre todos,
o melhor dos poetas,
o maior de todos...
não compreenda isso
sendo da minha parte soberba,
vaidade sim,
digo isso ao lembrar de gaet
& kzé zeca de magalhães,
o filho do vento, oh filhos do vento!
de todas as ninhadas,
de tudo que se abre,
da baia de todos os caetanos,
da guanabara do guanabarino que sou,
nasci no estado da guanabara distrito federal.
na comarca de lorca,
no graal que trinca diego el khouri
e alvaro nassarala
cante bob dylan, cante!
"How does it feel?
How does it feel?
To be on your own?
With no direction home?
Like a complete unknown?
Like a rolling stone?"
"Como é?
Como é?
Estar por sua conta?
Sem direção para casa?
Como um completo desconhecido?
Como uma pedra rolando?"
( edu planchêz )

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no momento em que as mortes sobem a montanha,
no momento em que vou acrescentando informações
sobre o que nos consome e destroça o mundo,
momento grave, muito grave
nam miohorengue kio nam miohorengue kio
nam miohorengue kio nam miohorengue kio
nam miohorengue kio nam miohorengue kio
nam miohorengue kio nam miohorengue kio
o comandante, os comandantes, os comandados,
os enfeitiçados pelas falas malditas
do fuhre tropical
tudo muito feio, absurdo,
a cegueira escrita por josé de saramago
que acomete os mais humildes,
os hipnotizados,
por conta desses fatos os contaminados não serão,
já são muitos e muitos
roda, esferas do poder superior,
roda, comunhão de galáxias mágicas,
de galáxias da lei mística
que nos habitam
determino que de imediato
se abram temporais de luzes curativas
sob, sobre todos nós
não saia de casa,
ouçamos a ciência,
as vozes que se expressam livres
de equivocados preconceitos
( maçã silattian )
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16 hora rio de janeiro cidade assustada tal todas as outras mundo afora,  mundo adentro, lembrando que antes da chegada da família real ao ...