sábado, 16 de maio de 2020

o trem de lata
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e eu continuo escrevendo e cantando,
para muitos e para poucos,
aldir blac nunca saio do brasil,
eu fui ao paraguaio, a ciudad del este,
mas não passei dali
o ronco continuo dos varais, 
dos bambus,
a louça encarnada,
o dizer nada, o viver nada,
o viver no nada,
mas o nada não existe,
o que existe é nada 
preenchendo o nada
com qualquer palavra,
com a vareta que sustenta a morte
da não vida
as conchas movem-se 
nos fios do sangue,
o trem de lata,
no trapézio de brinquedo,
no trapézio afundando na areia,
no bicho que assopra a areia
de baixo pra cima
montado na calda do ardido mar
( edu planchêz )
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