quarta-feira, 6 de maio de 2020

sinos sibilam no campanário ( edu planchêz )
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sinos sibilam no campanário,
na folha contra, na contra-folha
resgato as trovas perdidas trovas,
destruídas trovas
pelas patas da máquina que finge
escancarar portais
"mentira, é tudo mentira"...
palavras de uma querida canção,
e eu e o vento,
e as árvores nossas irmãs,
e os tomateiros lá da sala,
companheiros da primeira hora,
do dia e da noite...
e eu escrevo muito,
por julgar-me entre tantos,
entre todos,
o melhor dos poetas,
o maior de todos...
não compreenda isso
sendo da minha parte soberba,
vaidade sim,
digo isso ao lembrar de gaet
& kzé zeca de magalhães,
o filho do vento, oh filhos do vento!
de todas as ninhadas,
de tudo que se abre,
da baia de todos os caetanos,
da guanabara do guanabarino que sou,
nasci no estado da guanabara distrito federal.
na comarca de lorca,
no graal que trinca diego el khouri
e alvaro nassarala
cante bob dylan, cante!
"How does it feel?
How does it feel?
To be on your own?
With no direction home?
Like a complete unknown?
Like a rolling stone?"
"Como é?
Como é?
Estar por sua conta?
Sem direção para casa?
Como um completo desconhecido?
Como uma pedra rolando?"
( edu planchêz )

A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre

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