quarta-feira, 1 de julho de 2020

pelo gelo e pela a água,
pelo visor de todos os olhares,
o meu poema deveria entristecer
por saber que esse corpo 
vai se desintegrar
igualmente a todos os outros corpos?
água para o café no fogo,
joelho grudado na madeira do armário,
na madeira da existência,
nas madeiras deixadas por alguém
nas cantos da casa,
nos cantos de minha alma que canta
minha marca, minhas marcas,
as marcas de michaelangelo
nas compoteiras do mundo
tua marca,
a marca
que o fim de tarde
das pedras montanhas
da nossa jacarepaguá,
inscreve no sutil,
nos hortelãs da atmosfera

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: céu, noite, atividades ao ar livre, natureza e água

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