sexta-feira, 19 de junho de 2020

ando nos cavacos da madeira 
lustrada por minha mãe,
da música de minha mãe, 
da voz linda de minha mãe,
da angela maria 
de seu coração de passarinho
é difícil falar de minha mãe aqui,
é um sentimento delicado,
uma ferida com a casca secando,
não me arrisco falar uma única palavra,
não conseguiria, não, não mesmo
vou ver no voou 
de duas aves cor de rosa...
que aqui chamo de flamingos,
botões de cerejeira...
mãe, teu filhão cá está,
sabes que não sou de me ocultar,
encontrei na escrita o amor,
o nosso amor,
o amor imortal do sutra de lótus

( edu planchêz maçã silattian )

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, céu, nuvem, pássaro e atividades ao ar livre

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