terça-feira, 16 de junho de 2020

todas as mini series, 
todas as grandes séries giram nas roldanas,
nos discos da minha cabeça 
de aeroporto multiplicado
pelos olhares nada racionais,
totalmente delirantes De Sá Reinaldo
meu comparsa de quebrar pedras
com os dentes da nuca,
de escavar valetas 
assim com os ossos da cara

e o poema borrasca segue, pelas ranhuras
que os anos de fartura e fome rascunharam
nas embalagens das coisas que descartamos
nas carnes do papel que nem é mais papel
o escritor, os escritores, 
os operários das palavras
colecionaram pelo corpo...do poema
da transição 
entre o estar desperto e o dormir
a pelagem branca 
das cabras que correm
nos vocábulos do renascimento

( edu planchêz maçã silattian )


A imagem pode conter: pessoas em pé, atividades ao ar livre e natureza

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